Desenvolva uma equipe saudável por meio de conflitos produtivos

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Desenvolva uma equipe saudável por meio de conflitos produtivos

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Desenvolva uma equipe saudável por meio de conflitos produtivos
argument between co-workers

É um instinto natural recuar diante de conflitos e evitar confrontos. Entretanto, muitas vezes não percebemos que, no local de trabalho, o conflito é importante: o debate, mesmo que intenso, pode ter muitos impactos positivos sobre a colaboração da equipe e o desempenho em geral. Por outro lado, o medo de conflitos pode ter efeitos devastadores. Na verdade, Pat Lencioni, autor de diversos best sellers, aponta o medo do conflito como uma das cinco disfunções que podem obstruir a produtividade da equipe (sendo as outras quatro: ausência de confiança, falta de comprometimento, isenção de responsabilidade e desatenção aos resultados).

A caminho da falta de envolvimento

Se temos tanto medo do conflito, muitas vezes é porque tentamos poupar os sentimentos dos nossos colegas; mas essa tendência pode criar uma situação muito pior do que aquela que tentamos evitar. Ao não dizer o que pensamos naquele momento, provocamos muito mais danos do que simplesmente sendo honestos. O principal risco de se esquivar dos conflitos é a falta de envolvimento. Imaginemos uma reunião de equipe na qual é preciso tomar uma importante decisão. Se os membros da equipe evitarem conflitos e se recusarem a discordar abertamente uns dos outros, os resultados podem ser catastróficos. Primeiro, porque a conversa honesta que deveria ter ocorrido durante a reunião continuará mais tarde nos corredores. Além disso, ao final dessa reunião, a equipe não conseguirá alcançar um compromisso ativo e verdadeiro. Na melhor das hipóteses, os integrantes da equipe terão se comprometido passivamente com o que foi decidido. Esse consenso passivo deixa a equipe desarticulada e sem comprometimento com as decisões. É uma receita de mediocridade e prenuncia dúvidas, questionamentos e frustrações para todos. Nas palavras de Pat Lencioni: se você não entrar com tudo, não sairá convencido!

Existe o excesso de conflito?

O que acontece quando os conflitos vão longe demais? Quando se tornam destrutivos? Imaginemos um contínuo de conflito: de um lado temos uma harmonia artificial, na qual não existe conflito algum. Isso não ocorre porque as pessoas se dão bem, mas apenas porque evitam discordar umas das outras. Do outro lado, temos conflitos destrutivos, cheios de maldade, em que as pessoas se tornam abertamente agressivas e cruéis. À medida que uma equipe se move ao longo do contínuo, ela terá cada vez mais conflitos construtivos, até que ultrapasse a linha e estes se tornem destrutivos. É importante reconhecer que, na maioria das organizações, as equipes muitas vezes se encontram do lado do espectro em que está a “harmonia artificial”, porque temem os conflitos destrutivos. A meta é alcançar um lugar em que as equipes possam ter conflitos construtivos sem jamais atravessar a linha de limite. É claro que, em alguns casos, os integrantes da equipe irão longe demais e se tornarão destrutivos, mas é importante saber que as equipes podem se recuperar disso e essa situação as fará crescer.

O papel do líder na normalização do conflito

Nem todos estão confortáveis com o conflito, especialmente se vêm de uma cultura avessa a riscos. Para conduzir as equipes a um patamar no qual os colegas possam discordar abertamente, o líder da equipe desempenha um papel fundamental. Se ele estiver convencido de que o conflito é importante, ajudará os outros a mudar sua perspectiva. Os líderes devem fazer com que os outros saibam que eles esperam conflitos, e que os valorizam. É possível que, quando uma equipe começar a ter um conflito, seja sobre algo menos importante, e os integrantes se sentirão muito desconfortáveis, ou até mesmo sentirão culpa. Nessas situações, o líder deve intervir para recompensar positivamente essa experiência e parabenizar os membros da equipe por estarem tendo um conflito aberto. Quando o líder interrompe e fornece uma permissão em tempo real para as pessoas se envolverem no conflito, incentiva os membros da equipe e os recompensa, estes continuarão esse trabalho. Soltarão sua ansiedade e culpa e manterão a discussão em andamento até que finalmente consigam chegar a um acordo que todos apoiem completamente.

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