Para melhorar a colaboração, incentive a vulnerabilidade nas suas equipes

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Para melhorar a colaboração, incentive a vulnerabilidade nas suas equipes

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Para melhorar a colaboração, incentive a vulnerabilidade nas suas equipes
Trust and Vulnerability

Pode parecer contraditório, mas, para desenvolver equipes com alto desempenho, é importante estimular a vulnerabilidade. No local de trabalho, ser vulnerável significa aceitar nossas próprias imperfeições e ser capaz de compartilhá-las com os outros.

Por que a vulnerabilidade é tão importante? Para Pat Lencioni, autor de vários best sellers e palestrante internacional, a falta de confiança é a primeira das cinco disfunções que pode existir dentro de uma equipe, sendo as outras quatro: o medo de conflitos, a falta de comprometimento, a isenção de responsabilidade e a desatenção com os resultados.

Muitas vezes, por trás dessa falta de confiança, está o medo de ser vulnerável com os outros e de compartilhar fraquezas pessoais. Não é de surpreender que a falta de confiança prejudique drasticamente a capacidade de colaborar dos membros da equipe. Por outro lado, entretanto, existe um tipo especial de confiança que é criado quando cada integrante da equipe é honesto sobre suas fraquezas. As pessoas se tornam capazes de ter transparência emocional umas com as outras, especialmente com relação a suas limitações. Isso significa que elas conseguirão reconhecer se cometerem um erro, ou se não souberem como fazer algo, ou se precisarem de ajuda em um projeto. Também serão capazes de reconhecer o conhecimento de outro colega da equipe, ou mesmo pedir desculpas por fazer algo injusto. Quando um ser humano consegue chegar a esse ponto e sabe que os demais de sua equipe também se encontram ali, isso leva a uma dinâmica de grupo completamente diferente que, por sua vez, melhorará o desempenho de forma drástica.

Os líderes devem mostrar o caminho

Gerentes e líderes devem dar o exemplo se sentir confortáveis para compartilhar sua própria vulnerabilidade. Quando a alta gerência enfrenta problemas com a vulnerabilidade, isso pode ter efeitos devastadores sobre o restante da força de trabalho. Pat Lencioni conta a história de um CEO que nunca admitia estar errado e que era percebido por suas equipes como alguém intimidante. Isso levou seus funcionários a acreditar que, assim como o chefe, eles nunca podiam ser vulneráveis. Assim, ninguém nunca reconhecia quando cometia um erro, quando tinha uma dificuldade ou quando precisava de ajuda. Com o tempo, isso se manifestou em problemas terríveis na empresa, que acabou sendo vendida por uma fração do seu valor. Por outro lado, o poder de um líder que supera esse medo da vulnerabilidade é extraordinário. Ao ver que os gestores demonstram vulnerabilidade, os integrantes da equipe verão em primeira instância que não apenas é aceitável ser vulnerável, mas que, na verdade, é um comportamento que a organização valoriza e recompensa.

Existe um limite para a vulnerabilidade no ambiente de trabalho?

É natural se perguntar: estamos sendo vulneráveis demais no local de trabalho? Existe um risco de que esse tipo de comportamento tenha efeito contrário? Evidentemente, o objetivo de promover a vulnerabilidade não é incentivar a autodepreciação, nem usá-la como uma forma de isentar-se de responsabilidade. A vulnerabilidade, na dose certa, gera confiança, elemento que costuma faltar na maioria das equipes e que atrapalha o aumento de desempenho. Em última instância, as equipes que abraçam mais as suas vulnerabilidades pedirão ajuda mais facilmente, se tornarão mais próximos de seus colegas e colaborarão melhor entre si.

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