Como aumentar o engajamento no treinamento corporativo?

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Como aumentar o engajamento no treinamento corporativo?

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Como aumentar o engajamento no treinamento corporativo?

Mesmo com uma oferta pedagógica atraente, tecnologias avançadas e uma estratégia de educação corporativa, muitos diretores de RH e T&D têm dificuldades com o que realmente importa: o engajamento no treinamento.

Treinamento e engajamento representam coisas distintas, mas eles precisam andar juntos na educação corporativa. Os resultados dos treinamentos dependem bastante do poder do engajamento das equipes. Continue acompanhando este artigo para entender melhor como aumentar o engajamento no treinamento corporativo.

O engajamento do aluno no treinamento é um grande desafio

Nesse ambiente dinâmico e em constante movimento dos negócios e da educação corporativa, apenas uma coisa é certa: a mudança. Exige-se que o colaborador seja ágil e mantenha sua empregabilidade, o que implica no aperfeiçoamento e desenvolvimento de suas competências ao longo da sua carreira (Molloy & Noe, 2010).

O gerente pode lhe oferecer ferramentas para que se desenvolva constantemente. Estudos comprovaram que trata-se de um benefício tanto para o colaborador quanto para a empresa (Aguinis & Kraiger, 2009). Foi estabelecida a relação entre eficácia dos programas de treinamento no trabalho e a motivação e engajamento do aluno (Noe, Tews & Dachne, 2010). 

Essa é o principal desafio de muitas empresas: um engajamento baixo nas iniciativas de educação corporativa traz um grande impacto no desenvolvimento de competências e na motivação do colaborador, sem contar que atinge também o desempenho organizacional. Esse artigo propõe uma nova receita para estimular o engajamento no treinamento no seu quadro de aprendizagem.

Importância do engajamento dos colaboradores no treinamento

Nossos estudos e pesquisas recentes sobre o Modelo de Performance Educacional (Learning Perfomance Model, LPM) e o Relatório Anual de Educação Corporativa reforçou nossa convicção de que as empresas querem demonstrar e melhorar o retorno dos investimentos em treinamento e, assim, aumentar sua vantagem competitiva. O engajamento, nesse caso, pode ser entendido como o “tempo e a energia dedicados para atividades de cunho educacional” (Kuh, 2001). 

Melhora da performance individual

Alguns estudos mostram que estimular o engajamento do aluno no treinamento impacta consideravelmente a performance individual. As pessoas que se sentem responsáveis pelo seu aprendizado apresentam um desempenho melhor, são mais confiantes no trabalho (Xanthopoulou, Bakker, & Ilies, 2012) e demonstram um forte desejo de tentar suas novas competências nas suas tarefas. 

Melhora da performance organizacional 

Um aluno engajado é também um colaborador engajado, que procura ativamente oportunidades para se desenvolver e que não desiste diante de situações difíceis. As organizações que conseguem engajar seus alunos alegam que eles se esforçam mais para ultrapassar barreiras e superar obstáculos, o que traz uma performance individual e organizacional melhor. 

Como aumentar o engajamento no treinamento?

Nos últimos 12 meses, entramos em contato com líderes de educação corporativa para descobrir quais eram seus desafios no que se refere ao engajamento no treinamento. Fizemos em paralelo uma pesquisa documental e compartilhamos algumas preliminares dessa receita em conferências e mesas-redondas para ter um retorno e ajustar nosso ponto de vista e conceitos. 

O resultado dessa jornada é uma receita dividida em quatro categorias que você pode adotar e colocar em prática para aumentar o engajamento dos alunos nos treinamentos. 

Essas 4 categorias são:

1. Estratégia e cultura organizacional 

Certifique-se de que a educação corporativa faça parte do DNA da cultura e da estratégia da organização. Você pode selecionar alguns colaboradores e lhes dar um papel ativo no processo de aprendizagem. Eles podem ficar mais estimulados por ter que fazer um esforço importante e, consequentemente, acabam melhorando sua maneira de aprender (Paas, Renkl, & Sweller, 2003; Corbalan, Kester, & Van Merriënboer, 2011).

2. Oferta de treinamento

Ofereça oportunidades de aprendizagem atraentes e envolva o aluno de maneira ativa. Você pode disponibilizar o treinamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, e melhor ainda, ter a oferta na hora certa e na quantidade certa para que ela fique “colada” no trabalho – alguns estudos reforçam esse ponto (Kuh, Kinzie, Schuh, & Whitt, 2010).

3. Comunicação

Faça a comunicação dos seus programas de treinamento existentes e reforce a das novas iniciativas. Você pode compartilhar histórias de sucesso, experiências de alunos e pedir ajuda de ex-alunos na comunicação, de preferência com uma abordagem multicanal (e-mail, SMS, Twitter, Yammer, aplicativos, comunidades etc.).

4. T&D e Recursos Humanos

Aumente suas capacidades de T&D para melhorar o engajamento do treinamento e simplificar seus processos e governança. Faça com que a organização da equipe de treinamento se adeque à “sala de aula moderna” no que se refere a papeis e capacidades.

Para garantir um bom preparo para mais engajamento no treinamento, você precisa saber quais perguntas devem ser feitas em cada categoria. Faça o download da nossa ferramenta de Engajamento no Treinamento aqui.

Aplicando as dicas de engajamento no treinamento

Se líderes de educação corporativa desejam aumentar o engajamento do treinamento, recomendamos que vejam nossa receita e seus ingredientes, e partam para o modo de preparo:

  • Analise o estado atual do engajamento e defina os pontos a melhorar.
  • Confira os ingredientes novamente e adapte-os conforme sua estratégia, plano de treinamento e organização.
  • Identifique os principais obstáculos e defina ações relacionadas ao seu contexto organizacional (sem tentar o impossível).
  • Esboce um plano de ação e valide-o com os principais atores da sua empresa, do RH e do T&D.
  • Com base no retorno deles, determine suas ações de curto e médio prazo.
  • Implemente as ações com total apoio dos stakeholders.
  • Comunique as ações para os alunos de todos os níveis, visto que essas ações servem para aumentar o engajamento deles.

O engajamento no treinamento é um desafio para muitos departamentos de T&D. Não afrontar essa dificuldade apresenta o risco de um baixo engajamento do colaborador e uma performance insatisfatória. Nossas trocas de experiência e pesquisas permitiu que identificassem quatro categorias para estimular o engajamento do aluno no treinamento da sua organização.

Além disso, os líderes de educação corporativa podem obter melhor rendimento, qualidade e consistência em suas atividades de T&D com o exemplo da matriz global-local. Seguido o passo a passo, você vai conseguir um resultado maior no que se refere ao engajamento do treinamento na sua organização.

Referências

Aguinis, H., & Kraiger, K. (2009). Benefits of training and development for individuals, teams, organizations, and society. Annual Review of Psychology, 60, 451-474.

Corbalan, G., Kester, L., & Van Merriënboer, J. J. G. (2011). Learner-controlled selection of tasks with different surface and structural features: Effects on transfer and efficiency. Computers in Human Behavior, 27, 76-81.

Kuh, G. D. (2001). The National Survey of Student Engagement: Conceptual framework and overview of psychometric properties. Bloomington, IN: Indiana University, Center for Postsecondary Research.

Kuh, G. D., Kinzie, J., Schuh, J. H., & Whitt, E. J. (2010). Student success in college: Creating conditions that matter. San Francisco, CA: John Wiley.

Molloy, J.C., & Noe, R.A. (2010). “Learning” a living: Continuous learning for survival in today’s talent market. In S.W.J. Kozlowski & E. Salas (Eds.), Learning, training, and development in organizations (pp. 333-361). New York: Routledge.

Paas, F., Renkl, A., & Sweller, J. (2003). Cognitive load theory and instructional design: Recent developments. Educational Psychologist, 38, 1-4.

Noe, R. A., Tews, M. J., & Dachner, A.M. (2010). Learner Engagement: A New Perspective for Enhancing Our Understanding of Learner Motivation and Workplace Learning. The Academy of Management Annals, 4(1), 279-315. Doi 10.1080/19416520.2010.493286

Xanthopoulou, D., Bakker, A.B., & Ilies, R. (2012). Everyday working life: Explaining within-person fluctuations in employee well-being. Human Relations, 65(9), 1051-1069.

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