Solucionando o gap de competências digitais: conheça os desafios

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Solucionando o gap de competências digitais: conheça os desafios

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Solucionando o gap de competências digitais: conheça os desafios

Realizamos este ano um podcast exclusivo em parceria com a Training Industry com a pesquisadora e líder de ideias (thought leader) da CrossKnowledge, Anja Emonds que se uniu a Taryn DeLong e Sarah Gallo no The Business of Learning para discutir dois tópicos muito importantes que permanecerão relevantes em 2021 e nos próximos anos: o gap das competências digitais e o surgimento da liderança digital. Confira a seguir os principais insights!

Sobre a nossa especialista: Anja Emonds é pesquisadora, líder de ideias (thought leader) e candidata a PhD com foco no clima de aprendizagem corporativa e comportamento de aprendizagem online. Ela dá dicas sobre as estratégias necessárias para ajudar as organizações a criarem sistemas de aprendizagem e aumentarem o impacto das suas plataformas de treinamento por meio do engajamento do aprendiz, da motivação dos colaboradores e do blended learning.

O que é um gap de competências digitais?

É indiscutível o fato de que as competências digitais são essenciais para o futuro. No entanto, é difícil acompanhar as constantes mudanças com as novas demandas do mercado. Inevitavelmente, isso cria uma lacuna de competências digitais, às vezes conhecida como alfabetização digital, maturidade digital ou até mesmo pobreza digital.

Em outras palavras, é a lacuna entre as competências técnicas atuais e a necessidade constante de competências novas ou atualizadas em resposta às demandas em rápida transformação do mercado de trabalho. É um desafio cada vez mais comum. Afinal, isso pode impactar negativamente a produtividade do colaborador e da equipe, além de muitas vezes colocar as organizações em desvantagem em relação aos concorrentes que possuem uma equipe mais experiente em tecnologia.

Quais são os desafios da alfabetização digital?

Quando o assunto é trazer todos os colaboradores para o mesmo nível de maturidade digital, existem dois desafios principais:

1) A tecnologia está evoluindo, mas as competências não acompanham esse ritmo

O primeiro desafio é que nem sempre toda a equipe possui os recursos necessários para isso. Quando os colaboradores não têm acesso pessoal a dispositivos digitais ou uma conexão estável de Internet, a comunicação e o treinamento se tornam mais difíceis. 

Quando se trata de competências digitais, essa falta de recursos pode impactar diretamente na produtividade dos colaboradores e contribuir para a frustração ou até mesmo evasão. Isso se torna mais evidente ainda quando a função do profissional não requer um dispositivo individual, colocando-o em desvantagem em relação àqueles que podem acessar o treinamento com mais facilidade para aprimorar as suas competências digitais. 

Se a aquisição dos recursos digitais necessários e o treinamento não forem abordados e orçados com um olhar voltado para o futuro, isso provavelmente vai piorar à medida que o mercado for evoluindo. A falta de investimento inicial pode acabar prejudicando os resultados financeiros da empresa, pois os gaps de competências digitais continuarão aumentando com o tempo.

2) Ter um cenário multigeracional de colaboradores

O segundo desafio que contribui para esse gap de competências digitais é lidar com uma equipe multigeracional com níveis variados de conhecimento técnico, juntamente com uma abordagem de treinamento único para todos. 

Embora a geração baby boomer conte com grandes nomes da tecnologia como Bill Gates e Steve Wozniak da Apple, esta geração foi criada em uma era sem tecnologia e muitos têm dificuldades ou até mesmo resistência quando se trata de desenvolver competências digitais. Ao invés disso, eles acabam preferindo meios de comunicação mais tradicionais, como telefonemas, reuniões presenciais e treinamentos em sala de aula.

A geração Y (millennials), a Geração Z e todas as gerações seguintes sentem-se extremamente confortáveis ​​com a tecnologia. Eles consideram a comunicação por meio de dispositivos digitais uma parte natural de suas rotinas. Na verdade, as gerações mais recentes são tão dependentes dos dispositivos tecnológicos que podem ficar ansiosas sem eles! 

Já as pessoas da Geração X estão em uma posição única, porque cresceram sem a tecnologia sofisticada, mas foram gradualmente apresentados a um mundo digital em constante evolução. Por isso, essa geração é vista como a mais flexível e eles acabam preferindo uma combinação das duas comunicações: a digital e a pessoal.

O surgimento da Liderança Digital

A chave para facilitar o alcance de metas na organização é a liderança digital. Talvez esse tema ainda não seja familiar para você, mas é uma das tendências emergentes para os próximos anos. 

Ao contrário do que você pode imaginar, ser um líder digital requer um conjunto único de competências em comparação com as funções de lideranças mais tradicionais. As qualidades que fazem um bom líder no local de trabalho presencial nem sempre funcionam bem em um ambiente digital. Mesmo em um espaço de trabalho misto (trabalho flexível, por exemplo), essa função requer uma adaptação que nem sempre é fácil para os líderes.

A liderança digital também vai além de adquirir as competências digitais mais recentes. Na verdade, ela é a fusão de dois conjuntos de competências: expertise tecnológica aliada às características únicas dos seres humanos, como comunicação interpessoal, espírito de colaboração, agilidade, empatia e estar confortável em ser um facilitador fora dos holofotes.

Como resolver o gap de competências digitais?

A maneira mais eficaz de fechar um gap de competências digitais é identificando as causas e, em seguida, entrando em ação de acordo com cada uma delas. A área de treinamento e desenvolvimento (T&D) deve se certificar de oferecer uma estratégia que atenda diferentes preferências, além de estar ciente das limitações tecnológicas devido à falta de recursos em sua organização e fazer as adaptações necessárias.

O treinamento personalizado também é uma forma comprovada de tornar o aprendizado mais atraente, tanto em um nível individual quanto em equipe. Ele também mantém as taxas de engajamento altas, ao mesmo tempo que facilita a produtividade da equipe e oferece mais resultados aos negócios. 


Os líderes digitais podem ajudar ao ter uma visão geral do que é necessário para impulsionar a organização para atender às necessidades de aprendizagem individuais. Mas os
gaps de competências digitais e todos os outros permanecerão sendo um desafio contínuo que deve ser sempre analisado e integrado nas estratégias anuais de treinamento e desenvolvimento (T&D).

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